MEUS AMIGOS, INIMIGOS E, ACIMA DE TUDO, PESSOAS INDIGNADAS DESTE PAÍS
SE ATÉ OS GOVERNOS AUTORITÁRIOS, ARMADOS ATÉ OS DENTES, CAEM, SOB PRESSÃO DA SOCIEDADE MOBILIZADA VIA REDES SOCIAIS, POR QUE RESISTIRIAM ARAPUCAS COMO A TELEFÔNICA, A OI E O PROVEDOR TERRA NETWORK, ENTRE OUTRAS EMPRESAS DE TELECOM E DE ACESSO A INTERNET QUE SE DESTACAM PELA SAFADEZA?
QUE TAL DEFLAGARMOS UMA RUIDOSA CAMPANHA CONTRA ESSES CANALHAS? QUEM DISSE QUE O BRASIL COLÔNIA ACABOU NÃO CONHECE ESSES PIRATAS. PAU NELES! NÃO DÁ MAIS PARA SUPORTAR O SAQUE CALADO.
CHEGA DE ROUBALHEIRA!
ESSES LADRÕES PRIVATIZARAM O MERCADO BRASILEIRO DE TELECOMUNICAÇÕES COM A PROMESSA DE MELHORAR A QUALIDADE DOS SERVIÇOS E FAZER OS PREÇOS CAÍREM. EU ME LEMBRO MUITO BEM, PORQUE, NA QUALIDADE DE JORNALISTA, CUBRO ESSE SETOR DESDE O COMEÇO DOS ANOS 90. E POSSO LHES GARANTIR QUE A SOCIEDADE BRASILEIRA FOI TRAÍDA: OS SERVIÇOS ESTÃO CADA VEZ MAIS CAROS E A QUALIDADE É A PIOR POSSÍVEL. PAU NELES!
ONDE ESTÁ ESSE VERDADEIRO CABIDE DE EMPREGOS CHAMADO ANATEL (AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES)? PAU NELES!!! PAU NELES! CADÊ O MINISTÉRIO DAS TELECOMUNICAÇÕES? CADÊ OS ÓRGAOS DE DEFESA DO CONSUMIDOR? SE FORMOS ESPERAR POR ELES, ESTAMOS VENDIDOS, PORQUE ESSES CARAS VENDEM ATÉ A MÃE (E NÃO ENTREGAM!)
A IDÉIA É MOBILIZAR A SOCIEDADE NUMA AÇÃO PACÍFICA, MAS FIRME, DESTINADA A FAZER JUSTIÇA. O OBJETIVO É, FINALMENTE, FAZER VALER OS NOSSOS DIREITOS DE CONSUMIDORES. DE NADA ADIANTA RECLAMAR APENAS. É PRECISO AGIR! PAU NELES! PAU NELES!
SE VOCÊ TEM ALGUMA QUEIXA, POSTE AQUI. FAÇA CONTATO. MAIS ADIANTE, VAMOS ORGANIZAR PASSEATAS PELO PAÍS AFORA. VAMO-NOS ORGANIZAR! CHEGA DE LEVAR! VAMOS BATER! PAU NELES! PAU NA TELEFÔNICA! PAU NA OI! PAU NA VIVO! PAU NA TIM! PAU NA NET! PAU NA SKY! PAU NO TERRA NETWORK! PAU NO UOL! PAU NA GLOBO.COM!
PAU NELES!
Lucia Helena Corrêa,
uma consumidora brasileira indignada
sábado, 9 de julho de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Conversa com a Velha Senhora...
Há quem se orgulhe de ser vegetariano e até de não conseguir dormir à noite, acredita? Em pleno churrasco de domingo, ou de manhã, à mesa do café, lá está a criatura insone, esfregando os olhos e a abstinência na cara da gente. Olheiras e discurso esverdeado, vazio. Com sorte, um dia ela vira um pé de alface! E eu ali, atracada com a picanha, a chuleta e o cupim... Hum...
Há, mesmo, quem, estranhamente, se orgulhe de ser vegetariano e de nunca dormir. Pior, há quem se envaideça de jamais ter amado a ninguém, de ter escapado ileso das armadilhas da paixão, de jamais dividir o espaço e de ter aquele tipo de casa em que os tapetes estão sempre insuportavelmente limpinhos e esticados. Tudo rigorosamente no lugar, por absoluta falta de quem mexa no que quer que seja. No máximo, a cadelinha que vai ao cabeleireiro no sábado e à manicure na sexta. Uma cadelinha que, naturalmente, não late.
Tem gente que detesta crianças! Não sabe que crianças são e sempre serão melhores do que cães: não mordem, não soltam pelo, não têm pulga ou carrapato (no máximo, um piolhinho, na pré-escola...). Melhor, quando crescem, vão ao banheiro sozinhas! Crianças são a presença mais plena de Olorum na Terra...
O poeta Antônio Maria estava certo: a única vantagem de ser só é que você pode ir ao banheiro e deixar a porta aberta. Não vejo qualquer vantagem em ser só... Não me orgulho nem um pouco de ser só. Mesmo quando estou sozinha (ou acompanhada de mim mesma), não estou só. E não falo apenas das bactérias, que estão por toda a parte. Falo do amor que me move, desta imensa vontade de viver e de voar, mesmo agora, quando já me faltam as forças... A alma já foi aonde meus pés jamais me poderiam levar... Eis-me aqui – eu, feixe de ossos e nervos, rio de sangue e lembranças –, assistindo à minha própria alma ali, no horizonte, dançar um estranho balé...
Tem gente que se orgulha de não comer carne, de não dormir à noite, de não amar, de viver só, de não ter filhos e de manter a casa limpa e arrumadinha... Eu me orgulho de ainda estar viva! É isso, aí, Velha Senhora: toda vez que você vier me buscar, estarei ocupada, dormindo, comendo picanha, amando no limite do sangramento ou cometendo poesias... O corpo está de cama. Mas a alma anda por aí, livre, fora do seu alcance, das suas garras! Um aviso: eu posso até morrer, mas se morrer, saiba que vou morrer atirando! Afinal, já sei pra que me serviu aquele curso de guerrilha... LHC, SamPa, domingo de calor africano...
domingo, 21 de novembro de 2010
Coisas sobre o amor

Amar só não basta. Há que saber amar. Com o cérebro, coração, todos os nervos e vasos sanguíneos. Aquele amor que se derrama por dentro. Se estiver frio, aquece. Se estiver quente, refresca. Se houver ferida, cicatriza. Não há virtude no ato de amar. Amar é destino. Obrigação. Amar é como ter nas mãos pássaros e borboletas: é sentir o pulso da vida nas próprias mãos...
Quando se ama, não basta compor a canção que dirá desse amor. Há que escrever aquela que, anos e anos depois, sem que ninguém mais a cante, ainda paire no ar. Uma canção que tenha cheiro e sabor. Quando amo (sempre), não me bastam os dias de sol e as noites de lua cheia. Quero os dias ensolarados na praia em que a Lua e o Sol flertem, mirando-se no mesmo teto. Para alcançá-los, só preciso estender a mão.
Amor é que nem doce de goiaba: o bom tem de estar lá, curtido no tacho, para gente comer na ponta da colher de pau.
No amor, aliás, saber cozinhar é fundamental! Nunca entendi a inclusão da mais soberba ignorância culinária na receita do feminismo. Que me perdoem as minhas amigas, mas o orgasmo começa na receita de suflê que se cozinha para o homem amado. Na infusão, arroz, frutos do mar, açafrão, ervas finas, leite de coco, limão, sal, pimenta... e o tempero sagrado que vem das entranhas.
Bom é ver o homem amado comer e, depois, farto, ficar ali, com os olhos estatelados... Entre a vigília e o sono... Sem nenhuma culpa. Um orgasmo temperado. Lençois de cetim, travesseiros de pena de ganso, luz de velas, perfume de rosas, uvas e morangos muitos, tudo isso é bom. Mas, no amor, saber cozinhar é fundamental!
No meio da tarde de sábado, depois da faxina, casa cheirando a incenso, o que pode ser melhor do que ver o homem amado abrir o melhor vinho branco? A lentidão do gesto deve ser tamanha, que eu terei tempo o bastante para contar uma história de dar risada (outra coisa essencial no amor: senso de humor. Senso de amor!). A degustação do vinho será do jeito mesmo como se começa a mais doce e louca posse da carne: devagar. Sem pressa. Gota a gota. Amores e bons vinhos, de igual delicadeza, não se ingerem. Nem tampouco se bebem. É preciso sorver... sorver... sorver...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Animal em extinção

Não me olhe assim...
sou do tempo do pique-bandeirinha,
dos pardais e rolinhas.
Sem susto, eles escalavam minha rua a pé.
Se um voava, outra vinha.
Gostoso era pegá-los nas armadilhas
caixas de sapato, vara de bambu e barbante.
Brinquedo barato, o passarinho, pulsando ali,
na mão, me ensinava, no breve instante,
o rico e eterno mistério da vida...
Sou do tempo das borboletas,
dos gafanhotos, das pererecas e da esperança,
saltando no verde do meu quintal...
Sou do tempo em que manga com leite era veneno.
Mas não matava.
Sou do tempo em que muito menos se matava.
Nem o prazer, sem a AIDS, era mortal...
Sou do tempo em que havia príncipes e princesas.
Tempo em que eu mesma, menina, vivia coroada...
Sou do tempo em que pensava ser amada. E era...
Sou do tempo da delicadeza,
das promessas cumpridas... da felicidade.
Ah! Que boa época era aquela...
São Paulo, 31 de agosto de 2010.
Privatização das telecomunicações. O golpe da qualidade

No pais desde sempre entregue à sanha dos saqueadores, o Ministério da Telecomunicações consente... e a Anatel a porta aos piratas.
Ainda me lembro bem (e como não me lembraria?) daquele janeiro de 1998, quando se anunciou a definitiva privatização dos serviços de telecomunicações no Brasil. Obrigados a dormir na fila para comprar linha por um preço que hoje cobre, com folga, os custos de três iPods, até mesmo os nacionalistas raivosos sucumbiram. O argumento era irresistível: mais linhas, a preços mais baixos e, melhor, com qualidade. Retrucar? Quem haveria? Eu mesma, que, durante anos, engrossara o exército de defesa da reserva do mercado brasileiro de computadores para as empresas nacionais, assistindo ao naufrágio do sonho de um selo brasileiro de TI, ponderei e, no mínimo parei para escutar o belo canto da sereia. Mas o título da matéria na qual eu, então, analisava a reviravolta das teles revelava cautela: “Agora, só nos resta torcer”, dizia, no título, a matéria que me valeu o I Prêmio Embratel. Um texto que, aliás, descia a lenha na própria – a Embratel.
Doze anos depois, não se pode negar o salto quantitativo. Brasil afora, são quase 200 milhões de linhas telefônicas, entre fixas e móveis, o que coloca o Pais no topo do ranking mundial da telefonia. Honroso quinto lugar. Espantosa é a disseminação dos celulares, transformados em escritórios móveis e balcões de venda: 176 milhões de linhas ativas, número que promete quase alcançar o de brasileiros. Antes de aprenderem a falar, crianças já têm um celular, mimo de pais assustados com a violência, de avós ou tios generosos.
Tudo estaria perfeito, se os preços ainda não se mantivessem longe, muito longe de corresponder às promessas e, mais, à expectativa de todos nós. Outro dia, Lars, meu amigo sueco, se espantava ao saber que fomos condenados a pagar a assinatura da linha ad-eternum. “Para sempre é muito tempo”, lembrou-me num Português atravessado, mas em mensagem carregada de sabedoria. De fato, para sempre, é a vida toda! Um minuto de ligação por mais de oito centavos, tomando por parâmetro outros mercados, é pura extorsão.
Pior, muito pior, é o flagrante e desavergonhado descumprimento da lei pelas operadoras em diversos outros quesitos. Por exemplo? Os erros na emissão das faturas (sempre para mais, a favor delas próprias, claro!). Quer mais? O tempo de espera na linha, quando se precisa ligar para a Central de Atendimento ao Consumidor, na maioria das vezes, na média, é superior a cinco minutos. Na espera, a pior música (sic). No atendimento, promessas que não se cumprem. “Vamos estar agendando”... Quem já tentou, sem quase infartar, interromper um serviço qualquer sem ser jogado daqui para lá? Uma falta de respeito!
Na telefonia móvel, quem é pré-pago (80% dos assinantes ativos deste pais) sabe o quanto dói... É quase uma punição àqueles que, como eu, se cansaram das más surpresas à apresentação de cada conta de celular pós-pago! Os serviços, sobretudo, os de roaming, são ruins e... muito, muito caros. Outro dia, assinante da TIM, cansada de cair no golpe da caixa postal, desisti dela: toda vez que tentava recuperar um recado, o sistema me informava que o serviço estava “indisponível”. Mas lá se iam meus créditos. Assim, fica fácil faturar!
Mas o pior de tudo é a imoralidade das transações, sempre nebulosas... mal explicadas. A impressão que se tem é de que se está na Camorra... A coisa é mafiosa! Com uma dívida já inimaginável de R$ 19 bilhões, depois de receber R$ 4,4 bilhões desse paizão, quase mãe, chamado BNDES, com a promessa de segurar a onda e garantir o título de maior empresa nacional, a Oi, codinome de Telemar, aquela mesma dos escândalos, de fato, ampliou a área de expansão também na direção Leste—Oeste—Sul, ao incorporar a Brasil Telecom. Mas, nessa brincadeirinha, elevou o rombo para além dos R$ 21 bilhões. Mais adiante, completou o desvario, vendendo 10% do capital à Portugal Telecom. Adeus empresa, nacional! E nós é que pagamos por mais essa deslavada mentira.
Tudo isso se dá embaixo do nariz do Ministério das Telecomunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações. No pais desde sempre entregue à sanha dos saqueadores, o governo consente... e a Anatel abre a porta aos piratas.
segunda-feira, 19 de julho de 2010

ACHO QUE ENVELHECI...
Dei pra chorar à toa, à mais remota lembrança do amolador da facas
(aquele da minha infância, e que tocava todas as canções de Dolores),
o meu pranto se desata...
Não posso ver cena de novela!
Se tem fundo musical, ai, então,
"vete de mi": é um chororô sem tramela...
Acho que envelheci...
qualquer lembrança é tão vaga...
e tão presente...
Mas, então, de onde vem, quando te vejo,
este fogo que me consome?
Os idiotas diriam que, numa senhora,
chega a ser indecente...
Segura a onda, coroa!
De fato, o corpo é este, vergado pela artrite...
Mas o coração, lépido, arteiro,
não respeita nenhum comando.
E ama... ama...
Quando eu penso em ti, rio à toa.
No outono da minha vida,
caminho lenta...
Mas a minha alma ainda voa.
quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cristo, salvai o meu Rio de Janeiro!
Às vezes por orgulho, plenamente justificável, outras vezes somente para afrontar os mortos de inveja – esses que me julgam mal somente porque tenho o privilégio de ser carioca –, às vezes, quando alguém me questiona (Você é carioca, é?), eu respondo “Sim, modéstia à parte”!
Há, nessa frase muito mais do que ironia. Há, isso sim, uma prece, subliminar, de agradecimento a Olorum pelo fato de ter-me escolhido, entre milhares de outras criaturas, para nascer, crescer, viver e amar o Rio de Janeiro. E eu amo, sim, o meu Rio de Janeiro! E não apenas pela beleza, de dar nó no coração e na garganta dos passantes mais desatentos...
O Rio de Janeiro merece ser amado pela bravura de uma cidade que, desde que Dom João VI se foi, de volta para Portugal, nunca mais teve quem fizesse tanto por ela... Depois dele, veio o filho, que, além de cortejar todas as belas mulheres da Corte, pretendeu fazer a Independência no grito... Deu no que deu: até hoje, nada de independência de fato! Muito tempo depois, o Rio de Janeiro, perdeu o status de capital da República e, antes mesmo que se pudesse recompor (isso nunca aconteceu...), veio a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro. Somados e multiplicados os problemas, a cidade ficou ainda mais desamparada.
Antes dos temporais, choveu Brizolas e Garotinhos... Ou seriam Molequinhos? A contravenção do jogo do bicho, que, pelo menos, respeitava a ética, por mais estranha e fora de moda – de não viciar crianças e jovens –, deu lugar ao crime organizado a serviço do tráfico... da violência explícita.
E, agora, a ira das chuvas, ajudada pela conspiração, o desmazelo, a falta de capricho e de vergonha dos governantes. A natureza, de mal com a gente, com toda razão, aliás, parece não fazer questão alguma de entender o que Tom Jobim quis dizer, quando cantou “as águas de março fechando o verão”.
Já houve quem dissesse que “Deus fez o Rio de Janeiro e avisou: Agora, é com vocês”. E lá se foi, sem mais olhar para trás... Não acredito. Quero crer, preciso crer que Deus ainda vive por lá. Depois de criar a maravilha das maravilhas, por ela apaixonou-se... e não pôde mais ir embora. Lá está o Rendentor. Com certeza, Deus petrificado, disfarçado... pra evitar a fila de pedintes... Imagine se as pessoas percebem que Ele está ali, disponível, todo ouvidos!
Cristo, salvai o meu Rio de Janeiro!
O Rio de Janeiro merece ser protegido...
Amém!
Há, nessa frase muito mais do que ironia. Há, isso sim, uma prece, subliminar, de agradecimento a Olorum pelo fato de ter-me escolhido, entre milhares de outras criaturas, para nascer, crescer, viver e amar o Rio de Janeiro. E eu amo, sim, o meu Rio de Janeiro! E não apenas pela beleza, de dar nó no coração e na garganta dos passantes mais desatentos...
O Rio de Janeiro merece ser amado pela bravura de uma cidade que, desde que Dom João VI se foi, de volta para Portugal, nunca mais teve quem fizesse tanto por ela... Depois dele, veio o filho, que, além de cortejar todas as belas mulheres da Corte, pretendeu fazer a Independência no grito... Deu no que deu: até hoje, nada de independência de fato! Muito tempo depois, o Rio de Janeiro, perdeu o status de capital da República e, antes mesmo que se pudesse recompor (isso nunca aconteceu...), veio a fusão do Estado da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro. Somados e multiplicados os problemas, a cidade ficou ainda mais desamparada.
Antes dos temporais, choveu Brizolas e Garotinhos... Ou seriam Molequinhos? A contravenção do jogo do bicho, que, pelo menos, respeitava a ética, por mais estranha e fora de moda – de não viciar crianças e jovens –, deu lugar ao crime organizado a serviço do tráfico... da violência explícita.
E, agora, a ira das chuvas, ajudada pela conspiração, o desmazelo, a falta de capricho e de vergonha dos governantes. A natureza, de mal com a gente, com toda razão, aliás, parece não fazer questão alguma de entender o que Tom Jobim quis dizer, quando cantou “as águas de março fechando o verão”.
Já houve quem dissesse que “Deus fez o Rio de Janeiro e avisou: Agora, é com vocês”. E lá se foi, sem mais olhar para trás... Não acredito. Quero crer, preciso crer que Deus ainda vive por lá. Depois de criar a maravilha das maravilhas, por ela apaixonou-se... e não pôde mais ir embora. Lá está o Rendentor. Com certeza, Deus petrificado, disfarçado... pra evitar a fila de pedintes... Imagine se as pessoas percebem que Ele está ali, disponível, todo ouvidos!
Cristo, salvai o meu Rio de Janeiro!
O Rio de Janeiro merece ser protegido...
Amém!
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